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Brasília, Distrito Federal, Brazil
Cientista Social e Político, professor de idiomas, Forex Trader, corretor imobiliário, Inglês: tradutor interprete, tradutor de textos. Mantenho meu amor pela ciência através deste blog. Ser honesto não é uma virtude e sim uma obrigação que mantém coerência. Vejo o mundo como um lugar de abundância infinita para todos, onde cada ser tem o direito dado por Deus de coexistir pacificamente. Minha máxima é: " Toda estória tem dois lados e cada lado está correto". Almejo cada vez mais consciência ecológica, pois sei que o Planeta é um ser vivo e mantém toda a vida que não foi criada por nós.

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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Minha casa é minha

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Grande abraço.

Santarem
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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Discriminação ou preconceito?

Quando estamos discriminando e quando estamos preconceituando?



Fazem parte da vida moderna, leis contra discriminação e contra o preconceito, mas não se tem uma política pública de educação sobre o que é uma coisa e o que é outra, e pior, não sabemos que determinados termos não são nem uma coisa nem outra.

Vamos pensar um pouco sobre os dois termos e raciocinar a respeito de muitas coisas que utilizamos e que não se enquadram nem num nem noutro.

Preconceito:
Como o próprio termo já diz é um conceito prévio de alguma coisa.

O que seria esse conceito prévio?
Como régra, seria ter uma idéia pré concebida a respeito de algum tema que não conhecemos verdadeiramente. Seria como se falássemos sobre caviar sem conhecermos e ao mesmo tempo já termos uma idéia formada a respeito daquilo. É onde a maioria das pessoas cometem o erro.

Sem saber o que é caviar uma pessoa  diz que não gosta ou que é feio, até mesmo que tem admiração ou respeito pelo caviar, já que é tão falado pelos mais abastados e tem conotação de requinte e sofisticação. Mas o problema persiste. Enquanto não se conhecer o caviar não se pode ter um conceito a respeito da coisa.

A partir do momento em que se experimenta o caviar e sabe-se que são ovas de peixes raros submetidas a um tratamento especial para que seja consumido como uma iguaria inigualável, pode-se ter um conceito de bom ou ruim. Não é necessário que se experimente o caviar para que se saiba o que é, mas para se ter um conceito sobre o assunto sim. Sem experimentar, ninguém pode dizerr se é bom ou ruim e isso é o conceito.

Para que se tenha um conceito sobre qualquer tema a experiência com aquilo deve existir, seja ela objetiva ou subjetiva, depende do tema. Existem temas que não precisamos experimentar para termos uma idéia sobre o assunto. Feio ou bonito não necessariamente temos que experimentar, mas temos que ver. Ainda assim, são coisas muito subjetivas e aquilo que é feio aos olhos de um pode ser bonito aos olhos de outro.

Jamais podemos dizer que alguém ou alguma coisa é bonita sem que tenhamos tido a oportunidade de ver, nem que seja por fotografia. Incorremos em preconceito quando falamos de algo por meio dos olhos e conceitos de outras pessoas.

Por mais confiável que alguém seja, nunca devemos tomar os conceitos dela como nossos, pelo fato de que mesmo coisas concretas podem ter conceitos subjetivos. Tem quem goste de caviar e tem quem odeie.

Devemos ter nossas próprias experiências para que possamos, verdadeiramente, ter nossos próprios conceitos sobre tudo aquilo que conhecemos. Se não conhecemos não temos conceitos, não é vergonha para ninguém não conhecer algo. Isso significa apenas que nossos interesses ainda não passaram por aquele tema.

É possível que em nosso universo de conhecimento, tenhamos informações que uma pessoa que já comeu caviar não saiba. Mas seria uma vergonha absoluta falar sobre o que não se conhece. Portanto, se nunca tivemos contato com alguém ou alguma coisa, não temos o direito de ter conceitos sobre aquele ou aquilo, sob pena de incorrermos em erro grave.

Discriminação:
No dicionário encontraremos diversas classificações para esse termo. Mas o que  nos interessa aqui diz respeito à forma de tratamento, que seria: Tratar de modo preferencial, geralmente com prejuízo para uma das partes. Nesse caso, discriminar incorre exatamente na discussão citado acima e é crime.

De acordo com a explicação, incorremos em discriminação quando tratamos alguém ou algo de forma injusta, desconsiderando os atributos ou as características fundamentais pertinentes àquela pessoa ou aquilo. Em termos práticos, estamos discriminando quando fazemos nossas escolhas baseadas em aspectos que não estão ligados ao objetivo da opção.

A escolhermos alguém para determinada função devemos observar os atributos necessários pertinentes àquela função. Se vamos escolher uma secretária para nossa empresa, temos que observar a organização, redação, formação intelectual e não a cor dos olhos, cabelos, pele, orientação sexual ou algo que não tenha correlação com a atividade em si.

Se a pessoa mais qualificada é de uma religião que não comungamos, de uma orientação sexual que não a nossa, de cor de pele pouco aceita socialmente e não optamos por ela em razão desses fatores, estaremos incorrendo em discriminação.

Discriminação e preconceito são termos totalmente distintos, mas que estão intimamente ligados em questões sociais. Mas podemos ser preconceituosos sem discriminar e podemos ser discriminatórios sem preconceito e podemos ser os dois ao mesmo tempo, mas um não é igual ao outro.

Sob a luz dessa distinção podemos dizer que uma pessoa discriminuou sem preconceito quando escolheu a secretária menos qualificada  porque teve maior empatia por ela, nada impede. Ao mesmo tempo uma pessoa preconceituou sem discriminar quando não escolheu ninguém, mesmo tendo dentre as candidatas, pessoas capacitadas para assumir o cargo, mas que não se enquadravam no aspecto físico ou social "desejado" pelo contratante.

É um tema muito delicado e sutil, além de bastante pelêmico e subjetivo. Demanda bastante atenção e discernimento. As leis surgem, nesse caso, para proteção das minorias, mas nem sempre são bem interpretadas, interiorizadas e aceitas.

A melhor forma de se lidar com esse tema é se colocar no lugar do outro. Como nos sentiríamos no lugar daquela pessoa que estamos discriminando ou preconceituando? 

Embora não seja tão simples assim, buscar entender o outro em sua totalidade é uma necessidade social cada vez mais premente para uma boa convivência e entendimento entre as pessoas. Não somos obrigados a conhecer tudo ou experimentar de tudo, muito menos a gostar de tudo. Mas somos obrigados a respeitar e aceitar a todos se queremos também ser respeitados e aceitos em nossas diferenças e características próprias.

Num país como o Brasil, onde a base da economia foi construída pela mão-de-obra escrava por mais de trezentos anos, ser negro deveria ser considerado uma honra e chamar alguém de negro deveria ser considerado um elogio.

Ao invés disso transforma-se a palavra negro ou negra em algo pejorativo por si só. Hoje, chamar uma pessoa de negra é algo negativo e sujeito a prisão e multa, mas negra é uma raça e jamais deveria ser associada a algo ruim ou negativo. É essa associação que mantem a discriminação e o preconceito. O que vem depois da palavre negro ou negra é que deveria ser considerado ofensivo, no caso de ofensa.

Nem o tom com que se fala algo deveria ser interpretado como negativo a menos que o fosse. Ninguém que fala: " Seu branco" em tom negativo, será preso e nem essa pessoa branca se ofenderá com tal chamativo, pois branco não está associado a nada ruim ou negativo.

Da mesma forma deveriamos lutar contra essa associação do negro à coisa ruim ou negativa. Essa é a base real e subliminar que está embutida no preconceito e discriminação do negro na sociedade brasileira.

Se ao contrário disso associarmos ao negro, dignidade, resignação, pacificidade, força, beleza e tantos outros adjetivos pertinentes a essa raça, teremos uma mudança estrutural bastante significativa em relação à vida dos negros na sociedade que basicamente foi construída por eles.

O preconceito e discriminação surgem da ignorância, ou seja, da falta de conhecimento sobre qualquer tema. No momento em que se entra em contato, desaparecem os conceitos pré estabelecidos e os tratamentos injustos passam a ser reconhecidos como inadequados.

A idéia de África no Brasil é completamente distorcida pela falta de conhecimento sobre o que é e o que foi aquele continente. Somente em 2008 é que se foi tomar providências, incluído-se o estudo da cultura africana nas grades curriculares escolares. Num país onde a maioria da população é negra ou mistiça, tal providência chega com um atraso de pelo menos cem anos. Mas nunca é tarde para se corrigir um erro.

De forma utópico, o ideal seria que houvesse no Brasil uma identidade única que considerasse hábitos e costumes brasileiros. Mas nossa formação geral veio de uma visão eurocentrísta que ainda persiste.

Enquanto não percebermos que temos nosso próprio umbigo, continuaremos usando ternos e gravatas de baixo de um sol escaldante e permaneceremos sob o jugo de países que nos mantêm presos à conceitos estabelecidos por eles de subdesenvolvidos e emergentes.

Já vimos que quando utilizamos nossos próprios métodos vamos muito melhor obrigado. A crise internacional que o diga. Mas muito ainda falta para que o Brasil tome consciência de si e se torne o país que sempre foi: Alegre, descontraido e sem preconceitos.

Eliomar Lopes Santarem
Swammy Anand Vibodha


terça-feira, 6 de abril de 2010

Novo acordo ortográfico da língua portuguesa

Reflexões sobre os usos e desusos do trema no protuguês do Brasíl. ( aberto a discussões e opiniões)

Desuso do trema



Ao longo de todas as reformas ortográficas brasileiras, o trema sempre foi perdendo utilidade em diversas palavras. Após 2012, finalmente, deixará de ter função e será extinto da língua portuguesa.

Embora durante todas essas reformas, muitas palavras, mesmo tendo perdido a grafia do trema tenham mantido sua pronúncia "tremática", quero demonstrar aqui que isso não vai mais acontecer devido à sua extinção e conseqüênte desuso, afinal ainda temos até o final de 2012 para utilizar esse sinal gráfico.

Não muito tempo atrás, algumas palavras da língua portuguêsa brasileira possuíam trema e hoje não possuem mais tais como: Liqüdo; aqüifero;aqüilégia; aqüeo. Também em eqüi, eqüilátero, eqüidistânte e outras tantas.

Para muitas pessoas que nasceram depois dessas reformas ortográficas a palavra freqüência jamais utilizou trema, mas até a década de 1980 esse vocábulo era escrito necessariamente com o trema. Manteve sua pronúncia inalterada devido a manutenção do sinal gráfico no contexto gramatical.

Nessas reformas ortugráficas internas, essas palavras deixaram de utilizar trema em sua escrita. As reformas jamais mexeram na questão pronúncia, assim como determinado no acordo ortográfico feito entre todos os países de língua prtuguêsa. Porém muitos desse vocábulos foram alterando a pronúncia naturalmente, enquanto outras se mantiveram inalteradas mesmo com a ausência do sinal.

Mas será que existe fala sem escrita e escrita sem fala?

Vamos tomar como base a palavra liquido, que já há algum tempo não possui mais trema. Antes em líqüido a palavra tinha uma outra pronúncia, como ( lícuido). Hojé seria considerado arcáico se falar dessa forma, mas ainda existem muitos brasileiros que se utilizam do vocábulo da mesma forma que o aprenderam, convivendo assim duas pronúncias da mesma palavra num mesmo momento histórico.

Na palavra frequência, embora o trema tenha sido eliminado, a pronúncia não foi afetada e continuamos falando (frecoência). acredito que isso se deva ao fato de ainda podermos ter como explicar o uso do trema. Porém, o sinal deixou de ter função ortográfica, portanto, não tem mais explicação gramatical, somente histórica.

Desse momento em diante peço a colaboração do leitor, com o objetivo de demonstrar uma tendência, que leia e pronuncie as palavras que não aparecerem com trema, sem o hábito oral do uso do trema.  Afinal de contas esse sinal não tem mais função alguma e se foi abolido não é mais para ser utilizado. Portanto, em linguiça, sem trema, vamos pronunciar o fonema como em preguiça ou braguilha, frequencia como em enquete e assim por diante ok?


Na grande maioria das vezes, temos que corrigir nossas crianças ao pronunciarem a palavra linguiça, pois elas sempre tendem a não utilizar essa variação advinda do trema não é mesmo?  Mas qual argumento você terá como base, para dizer à sua criança que não é assim que se fala é assado, depois da efetiva extinção do trema?

Não existe mais a função do trema na língua. Você terá que contar uma estorinha para a criança e no final ela vai perguntar: Se deixou de ter função por que eu tenho que utilizar? Você não vai encontrar nada escrito com trema, vai ter que se desdobrar para encontrar gramáticas antigas para demonstrar.

Quem tem gramática antiga em casa?
Tem a internet.
Mas para quê você vai se desdobrar para esclarecer algo que não se usa mais?
Maneirísmo, diferencial cultural?

Todos nós brasileiros sabemos que português é um "pobrema " para grande parte da população que fala "praca", "latra", biscoito "grobo"  e muitas outras. Além de muitos universitários que não sabem o que é um subjuntivo ou futuro do pretérito. Imperfeito do subjuntivo então deixa grande parte da população de nível superio de cabelo em pé.

Problemas educacionais? Com certeza.

Já que eu falo corretamente e sei utilizar os tempos verbais, não preciso saber o que são essas coisas.  Já ouvi muito isso de meus alunos de inglês e de espanhol. Não aprendem direito as línguas estrangeiras modernas por conta de não saberem fazer correspondências gramaticais em seu próprio idioma.

Essas pessoas vão saber contar a história do trema?

Quando seu filho fala líquido você o corrige dizendo que a pronúnca é liqüido e liqüidificador ou você deixa como está e acaba ficando assim mesmo? Hoje fala-se liquidez e de onde isso vem? Se caiu o sinal perdeu a função, se perdeu a função perdeu o uso. É simples.

Quando lemos temos a tendência de ler e falar da forma que está escrito, tanto que quando vemos alguma palavra escrita de forma errada, vira uma chacota só, até noticiário ou programa de entrevistas tira proveito dos erros crassos do português. Daí a reflexão sobre a fusão da língua escrita com a falada.

Será que é possível dissociar uma da outra?

Para um analfabeto só existe a língua falada e para o deficiênte auditivo só existe a escrita e libras. Essas são as poucas, senão  únicas formas, ao meu ver, de existir língua escrita sem língua falada e/ou vice versa. Até o deficiênte visual tem sua grafia.

Quero demonstrar aqui que a tendência das pessoas é se adequarem às novas regras com facilidade. As novas gerações se utilizarão dos vocábulos na forma escrita que se apresentarem para elas. Podemos falar lingüiça, entretanto, ao lermos linguiça tendemos a observar a ausência do sinal, mas se este não existe mais fica correto do jeito que está.

Naturalmente vão surgir os questionamentos ( que também já teve trema e se pronunciava qüestionamento) e estes, na minha opinião, serão tratados como algo arcáico da língua e serão postos de lado, assim como em conseqüência será. Ao lermos consequencia, consequentemente falaremos com o mesmo fonema de sequer, quero e queijo.

Quem muda a pronúncia não é o decreto e sim as novas gerações. O decreto altera as determinações do uso escrito que se reflete na oralidade. Através da ausência de uma explicação gramatical, por parte daqueles que ainda se utilizam da pronúncia antiga das palavras que perderam o trema, o brasileiro se adaptará, como se adaptou à liquidez e a tantas outras palavras que hoje nem nos lembramos que já tiveram trema.

Dessa "preguiça" intelectual com relação à língua protuguesa brasileira é que tiro essa tendência nacional de deixar como está para não complicar. Ao se deparar com o filho falando sequência o pai pode até dizer que é seqüência que se fala, mas vai ter que explicar o porque de ser pequeno e não peqüeno. Já que a grafia é a mesma,  não terá argumentos científicos para dizer ao filho que ele está errado.

Somente na ignorância é possível que se imponha ao filho que é assim porque é assim que deve ser e pronto. Do contrário, a única coisa que se conseguirá fazer é confundir a cabeça da criança desnecessariamente. É possível que ocorra o fenômeno de pessoas que continuem lendo por hábito algo que não está lá, assim como em frequentar e aguentar. Mas esses, não terão argumentos sólidos para se embasarem, caso haja um questionamento mais profundo.

Enquanto se conviviam duas ou mais gerações, anteriores e posteriores às reformas, era possível buscarmos explicações para as diferenças,  pois o uso do trema ainda não havia sido extinto, coexistindo pacificamente. No momento em que o sinal é extinto, as diferenças deixam de existir, pois a única explicação que havia para a diferença era o sinal gráfico que atestava e sacramentava a diferença. Hoje não temos uma ressalva fonética no novo acordo ortográfico que garanta a utilização de algo que não está lá.

Onde buscaremos apoio científico para convencermos um adolescente que é consangüineo que se fala e não consanguíneo, se falamos sangue, se conseguir não é consegüir e a forma é idêntica? Não existe mais o sinal, portanto não existe mais a diferença.

Não foi pensado assim?
Mas foi feito assim.

Os sinais gráficos são diferenciadores escritos para aquilo que falamos. Para diferenciar Pará ( estado brasileiro) de para ( preposição) e de pára (verbo) temos que utilizar sinais gráficos, nesse caso o acênto agudo.
Se o acento agudo fosse extinto como o trema foi, como diferenciaríamos todos esses vocábulos?
Não diferenciaríamos, viraria tudo Para, para, para.

Ah!, mas no contexto fica tudo implícito!
Mas quanto tempo dura o contexto?

Enquanto gerações que conhecem a diferença conviverem juntas o contexto poderá até permanecer implícito. A partir do momento em que a diferença é extinta, não há mais motivos para se diferenciar, caso cotrário, não teriamos acentos na gramática não é mesmo?


O fato de não podermos mais utilizar um sinal gráfico, gera inicialmente um contexto estético inaceitável para a grande maioria que teve contato com uma outra forma de se falar. Soa feio aos ouvidos a palavra linguiça, mas liquido também já soou feio e hoje em dia é regra dentre os falantes brasileiros. Tudo é uma questão ( que já foi qüestão) de educar o ouvido a apreciar as mudanças.

Na minha opinião, o hábito de se ouvir é que gera a aceitação das mudanças. Nesse caso em especial, ainda não tivemos a oportunidade de ouvir com frequencia todas essas alterações, pois não houve tempo suficiênte para que novas gerações nos tragam essas pérolas que apenas passarão a ser inexplicáveis a partir de 2013.

Enquanto ainda podemos fazer diferenciações, nos manteremos em nosso hábito de fala e escrita. Depois da efetiva extinção do trema, não teremos como argumentar que alguém está errado em falar de outra forma, pois a base dessa diferença simplesmente deixará de existir.

Ficará nos anais da história, assim como ficaram centenas de outras palavras que ao longo das mudanças alteraram a pronúncia e hoje nem nos atrevemos a dizer que já foi diferente um dia.

Eliomar Lopes Santarem
Swammy Anand Viboddha

sábado, 3 de abril de 2010

Vida moderna

Você já parou para pensar em como a vida mudou nesses últimos vinte e cinco anos?



Além de todos os avanços tecnológicos, tivemos mudanças sociais incríveis. Nessa nova configuração social, muitas situações que antes seriam consideradas ficção científica, acontecem corriqueiramente e estão incluídas no contexto como se sempre estivessem estado lá.

Ligar para um amigo de dentro de uma aeronave, assistir televisão no ônibus ou metrô, fazer transferências bancárias sem ter que sair de casa, pagar contas, fazer compras, ir ao museu ou simplesmente ver um filme com apenas um cick. Tudo isso é muito recente, mas como já  temos gerações de vinte e poucos anos de idade, os quais nasceram integrados a essas tecnologias, essa idéia de novidade perde o sentido para eles.

Para as gerações de mais de trinta e menos de quarenta anos, que chegaram a viver parte da vida sem as novas tecnologias, a integração foi maior e a adequação quase que instantânea. Já para os maiores de quarenta anos essas mudanças sociais são mais difíceis de serem integradas. Claro que existem as pessoas que se adaptam facilmente a quaisquer mudanças, mas existem aquelas que se prendem com unhas e dentes aos preceitos antigos e deles não se desfazem jamais.

As situações que vou descrever agora aconteceram comigo e tenho razões para acreditar que não sou o único,  que a frequência com que tais situaçôes acontecem é maior do que imagino e não tenho dúvidas de que o futuro será assim.

Certo dia, um amigo me ligou no celular e me convidou para visitá-lo e colocar a conversa em dia. Eu estava voltando de bicicleta da Asa Sul em Brasília em direção ao Sudoeste. Estava com o lap top  na mochila, pois tinha acabado de transferir um filme de férias que fiz no Nordeste, da minha câmera para meu computador na casa de outro amigo.

Seria um bom momento para atualizar o papo e lhe mostrar o filme. Chegando lá, ele me recebeu com uma certa pressa, me ofereceu um refrigerante e me pediu alguns minutos, voltou para o computador e me deixou à vontade assistindo TV.

Alguns minutos se passaram, meia hora se passou, até que o chamei e novamente ele me pediu mais alguns minutos. Uma hora havia se passado e nada do meu amigo vir para que conversássemos. Ao passar de uma hora e meia percebi que não teria a atenção dele, afinal sou de uma geração que isso seria considerado uma tremenda falta de educação.

Me lembrei do lap top que estava na mochila e entrei na internet. Ao conectar percebi que ele estava on line e comecei um papo pelo Orkut. Naquele momento obtive a atenção dele e daí sim pudemos colocar o papo em dia e eu tive a oportunidade de apresentar-lhe o filme que eu havia feito nas férias.

Acredito que o habito de se fazer visitas está prestes a ser eliminado dos hábitos sociais dessa nova geração. A facilidade de comunicação gerada pela internet, integra pessoas de locais, regiões, estados, países e continentes instantaneamente. Se posso falar com vinte ao mesmo tempo, qual o motivo de eu receber dois ou três em minha casa?


Isso pode ainda não estar acontecendo como regra, mas acho que é apenas uma questão de tempo e de sacação. Mas ainda considero isso uma tremenda falta de educação.

Outro fato interessante nesse mesmo tema foi o ocorrido em uma viagem aérea. Eu viajava com dois colegas de trabalho. Ao entrarmos no avião e nos acomodarmos os três lado a lado, um deles, o mais novo, colocou o fone de ouvido e durante quase toda a viagem ficou ouvindo música como se não estivéssemos ali.

Eu e o outro colega somos de gerações mais próximas, dentro dos quarenta anos, ficamos conversando e passamos o tempo. Até que o jovem tirou seus fones e deu chance para um papo. Foi quando o mais velho começou a comentar como se não fosse com ele:

 - Pois é! tem coisas que agente não consegue entender. Perguntei o que eram essas coisas. Ele disse: Eu iria viajar num outro dia e num outro horário, mas um amigo meu me implorou que eu marcasse a viagem para o mesmo dia e horário dele para podermos conversar. Mas ao entrarmos no avião ele ficou com o fone de ouvido e nem tivemos chance de  bater um papinho sequer.

É claro que o jovem entendeu que era com ele e começou a se justificar. Mas meu amigo é como eu, embora seja de uma geração mais "antiga", busca se adequar e se adaptar a novas situações da vida moderna e, não deu tanta gravidade ao fato. Mas alerto aos desavisados que nem todos os maiores de quarenta anos têm a mesma abordagem da vida que temos eu e esse meu colega de trabalho.

Numa situação dessas que acabei de descrever, muitos podem se tornar inimigo eternos e jamais saberem o verdadeiro motivo do afastamento. Portanto, cuidado quando estiverem se relacionando com pessoas de gerações diferentes da sua, pois o que não tem importância para um pode ser um absurdo para o outro.

Atualmente, essas relações cruzada não acontecem apenas no ambiente de trabalho. Com o advento do divórcio, muitas pessoas com mais de quarenta anos estão solteiras e acabam por se relacionar com pessoas de gerações mais novas. Sejam relações de trabalho, afetivas, de amizade ou mesmo de balada apenas, essas gerações se encontram mais frequentemente hoje em dia.

Vale a pena prestar atenção nas diferenças para que a convivência seja mais harmônica, proveitosa e duradoura. Afinal de contas, todos, independentemente da geração que pertença, têm alguma coisa boa para oferecer ao outro. Aprendi muito sobre as novas tecnologias convivendo com meus amigos e amigas mais jovens, não apenas isso, hoje tenho condições de entender melhor o mundo que me cerca e posso afirmar categoricamente que sou uma pessoa atual e atuante nesse mundo de hoje.

Eliomar Lopes Santarem -
Swammy Anand Viboddha

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Os maiores terremotos do mundo

A lista abaixo ainda não incluiu a tragédia deste ano no Haití.  A força do terremoto não é o único fator que define o tamanho da catástrofe. O terremoto mais forte da história, ocorrido no Chile em 1960 não figura na lista.








Maiores terremotos da história (em número de vítimas)





Data/ Local/ Mortos



23/jan/1556/ Shansi, China/ 830 mil

26/dez/2004/ Costa oeste de Sumatra /286 mil

27/jul/1976/ Tangshan, China/ 255 mil

09/ago/1138/ Alepo, Síria /230 mil

22/mai/1927/ Próximo à Xining, China/ 200 mil

22/dez/0856/ Dangan, Irã/ 200 mil

16/dez/1920/ Gansu, China /200 mil

23/mar/0893 /Ardabil, Irã /150 mil

01/set/1923/ Kanto, Japão/ 143 mil

05/out/1948/ Ashgabat, Turkmenistão/ 110 mil

set/1290/ Chiili, China /100 mil

28/dez/1908/ Messina, Itália /70 a 100 mil

nov/1667/ Shemakha, Caucasia /80 mil

18/nov/1727 /Tabriz, Irã /80 mil

01/nov/1755/ Lisboa, Portugal/ 70 mil

25/dez/1932/ Gansi, China /70 mil

31/mai/1970/ Peru/ 66 mil

1268 /Ásia Menor/ 60 mil

11/jan/1693/ Sicília, Itália/ 60 mil

30/mai/1935/ Quetta, Paquistão/ 30 a 60 mil

Fonte de pesquisa - Apolo11 site de pesquisa.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Terremotos chegam à América do Sul


























Hoje o Chile foi atingido por um terremoto de 8.8 da escala richter, na cidade de Concepcion. Alertas de tsunami para todo o pacífico, em especial Hawaí e Austrália. Uma tsunami já atingiu o arquipélago chileno de Juan Fernandez e isso é apenas o começo das transformações que acontecerão na terra à partir de agora.

É obvio que a terra está se subdividindo. Porém, essa separação está se dando muito rapidamente. Uma geleira quase do tamanho do DF, se desprendeu da Antártida e está se afastando, isso pode causar alterações no clima a América do Norte.

Em pesquisa que realizei sobre terremotos, verifiquei que à partir da década de 1990, os terremotos se intensificaram no mundo todo, mas desde 2008 o número vem crescendo de quase 1 por mês para 02 por mês em 2009 e só em 2010 já tivemos, em dois meses, 4 no Haití, 01 na região entre China, Coréia e Rússia e esse agora no Chile, ou seja, 03 por mês. Todos de grande magnitude na escala richter, que agora teve que ser alterada para mais e vai até 12 em vez de 9 pontos, como era antes. Isso significa que teremos terremotos de muito maiores proporções no futuro, do tipo que nunca se ouviu falar.

As autoridades não querem alarmar a população mundial, mas a situação já está alarmante. Somos como rãs que apenas se manifestam se o perigo é repentino, mas se o perigo vai crescendo de vagar a rã não se mobiliza e morre.

Não quero ser pessimista e se me chamarem de pessimista vou rir na cara de pessoa tão alienada. Não há motivos para ser otimista, não é uma questão psicológica e sim prática. Os maiores responsáveis por toda essa catástrofe, o hemisfério Norte, não estão fazendo nada para que eu possa ser otimista. Nem mesmo aqui no Brasil, que se acha livre de toda catástrofe, as pessoas fazem alguma coisa para minimizar os impactos.

Qual foi a última vez que você deixou seu carro em casa e foi ao trabalho de ônibus, a pé, de bicicleta ou qualquer outra forma menos poluente?

O desmatamento no Brasil apenas cresce. Não há políticas públicas para conter a devastação. Enchentes, inundações e outros efeitos climáticos já estão bem claros no Brasil e não temos como reverter a situação. A neve já está afetando a vida dos americanos, canadenses e outros habitantes de países do hemisfério Norte.

Conscientemente eu não posso ser otimista. sinto muito. O mundo é um só, o terremoto que atingiu o Chile, preocupa o Japão,a Ásia, a América do Norte e Rússia devido ao risco de tsunamis com ondas que variam de 10 a 15 metros de altura. Mas o que mais preocupa é a extensão da onda, que pode chegar a quilômetros, pois a magnitude do terremoto ocorrido no Chile é ainda maior que a do Haití, que destruiu a capital porto príncipe.

Tendo seu epicentro no oceano próximo a Santiago, o terremoto do Chile foi sentido em São Paulo e diversas cidades localizadas no sul do país. Só não foi mais devastador no continente por causa de seu hipocentro mais profundo. Muitos brasileiros sentiram como se tivesse acontecido no Brasil. Prédios altos e regiões mais próximas dos epicentros, podem sim ser atingidas, mesmo que superficialmente. As ondas gigantes podem atingir a costa sul americana do pacífico dentro de poucas horas e o Japão em no máximo doze horas após o terremoto.

A situação global é de alerta total e iminência de catástrofes a qualquer minuto. É melhor que as pessoas estejam preparadas para qualquer urgência em que tenham que sair de suas casas às pressas. Isso pode nos dar uma maior chance de sobrevivência.

Vai ter mais condições de sobreviver quem estiver realmente conectado com o planeta. Aquele que quiser continuar na alienação, boa sorte e curtam muito a vida Vá ao teatro, cinema, festas e tudo o que tiver direito, pois as chances de sobrevivência vão diminuindo ou aumentando de acordo com a consciência global.


Anand Viboddha.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Carnaval de Brasília

Nada mais ridículo que o atual carnaval de Brasília.

O trajeto origional do pacotão, bloco de carnaval mais tradicional da cidade, simplesmente foi alterado pelas autoridades que, diga-se de passagem, estão mais sujas que pau de galinheiro.

Originalmente, após a concentração na 303 Norte, o pacotão seguia na contra-mão da W3 no sentido norte-sul, passando pela rua das farmácias, 102 Sul, seguindo pela W1 Sul entre as quadras 102,302 até a 104, quando descia para a 204, onde se encontrava com o Galinho de Brasília e seguia pela L1 até a 403 Sul, seu destino final. Porém, neste domingo de carnaval, a confusão foi geral, o bloco foi obrigado a descer por entre o SCS e o Hospital de Base. A cidade ficou cheia de foliões sem bloco para seguir, pois não sabiam onde encontrar o Pacotão.

Por toda parte pessoas se perguntavam por onde estaria o bloco. A confusão foi tanta que muitos acabaram seguindo o trio elétrico dos Raparigueiros até o local chamado de Gran Folia. O local mais parecia uma feira  livre cheia de barraquinhas improvisadas e sem espaço suficiente para o volume de foliões que chegavam de todos os blocos.

É obvio que estão querendo acabar com o carnaval de rua de Brasília. A violência da PMDF no carnaval de 2009, todo esse desrespeito para com os foliões de Brasília, a falta de informações, as decisões de mudança de trajeto sem uma resolução formal nem comunicação pública, tudo contribui para que os foliões da cidade sumam durante o carnaval.

Imagine se o carnaval de rua de Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Fortaleza e outras capitais, passassem pelo que o carnaval de Brasília está passando? Será que não temos direito ao maior show da terra aqui também? Será que continuaremos sendo desrespeitados por essas "autoridades" sem nos manifestarmos de algum modo?

O bloco de rua Pacotão, foi criado para que pudessemos nos manifestar politicamente sem que fossemos reprimidos ou agredidos , além de ser o único verdadeiramente brasiliense. Mas o que está acontecendo é que a população da cidade fica acoada e e inerte, vendo seus direitos serem desrespeitados a cada carnaval.
A mudança do sambódromo para a cidade satélite de Ceilândia, acabou com o desfile das escolas de samba de Brasília, pois Ceilândia não é Brasília. O Ceilanbódromo, como é chamado, passou a ser o palco das escolas de samba do DF, retirando o evento da capital federal.

Brasília é o ponto central do DF, o que facilita o deslocamento dos foliões de todas as satélites, além de ter condições para um carnaval mais organizado e seguro. Hoje, a grande maioria dos foliões não têm coragem de ir até a Ceilândia, para assistir o desfile das escolas de samba. Considerada até bem pouco tempo a cidade mais perigosa do DF, a Ceilândia ainda carece de muita infra estrutura para abrigar uma festa tão importante para os brasileiros.

Não existe transporte direto para a Ceilândia saindo do Paranoá, São Sebastião, Vila Planalto,Sobradinho I e II, Planaltina, Lago Oeste, para não citar outras cidades do DF. O trajeto dessas pessoas para se divertirem no carnaval acabou se transformando em martírio de ida e volta. A energia para festejarem se vai no trajeto de ida e o estresse de pensar na volta retira deles o prazer do momento.
A melhor maneira de acabar com o inimigo é minando suas forças. Apenas não entendo o motivo das autoridades brasilienses considerarem o carnaval de Brasília um inimigo.

Alguns moradores das quadras 203 e 204 Sul, conseguiram retirar o carnaval daquela área sob o pretexto da sujeira causada pelo carnaval. Mas o canaval ocorre apenas uma vez por ano, não teria sido melhor equipar as quadras com mais banheiros químicos e estrutura mais âmpla? Em vez disso, preferiu-se romper com a tradição carnavalesca de décadas, afetando uma grande maioria por causa de uns poucos retrógrados e recalcados, que jamais deveriam estar morando na Capital da República. Que democracia é essa?

O carnaval de Brasília está prestes a acabar, quem tem condições de viajar nesse período ainda pode aproveitar dessa festa, mas não em sua própria cidade. Quem não tem condições de seguir para o Rio, Salvador, etc, vai ter que se contentar com a feira carnavalesca chamada Gran Folia até que o carnaval se acabe de vez. Infelizmente, a maioria dos seres humanos apenas valorizam algo que tinham quando perdem definitivamente.

Anand Viboddha

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Ser ou não ser?

Falando sobre Não seja Zé povinho

O que é ser um Zé povinho?

Ser um "Zé povinho" significa não estar de acordo com a maioria, significa agir de forma deselegante sem ser engraçado, falar alto em local de silêncio, não parar na faixa de pedestres quando há sinal de vida, desrespeitar o direito dos outros, extrapolar quando não é preciso, não saber ouvir, não saber falar, não saber compreender, intransigir..
Não tem qualquer coisa relacinada a dinheiro, posição social, local onde mora, nível cultural, viagens...

Muitos dos " Zé povinho"  moram em endereços nobres da cidade e mesmo assim continuam agindo em desacordo com o bom senso. Em contra partida, existem pessoas de muito bom senso que vivem em cidades não muito bem classificadas no DF.

Relativizar também tem limites, nem tudo é relativo, na verdade relativizar é uma forma de escapar à responsabilidade de ser justo e honesto quando outros não estão olhando.

Em suma, ser um "Zé povinho" significa não agir de acordo quando uma situação pede. Não há fórmulas para ser um "Zé povinho" mas há uma fórmula para não ser um: ter bom senso.

Desde o início do que chamamos hoje em dia sociedade, nos deparamos com situações nas quais não sabemos definir como agir.

Para alguns seria correto agir de uma determinada forma e para outros aquela forma é completamente equivocada. O que fazer então?

Consultar o manual de boas maneiras, mas que manual?

Existe uma forma convencional que serve para todos e não desagrada ninguém.

O bom senso.

Mas o que seria bom senso com essa nova ética dos vencedores, onde aparecer na mídia é o soficiente para fazer de um profissional mais ou menos qualificado, alguém bem visto pelo público, mesmo existindo notoriamente, profissionais mais gabaritados?

O bom senso hoje em dia é caminhar com a maioria. Há muito tempo, fazer no prato trouxinhas de alface com arroz dentro, era considerado deselegante em um jantar de categoria, mas hoje em dia cortar o alface é que é considerado " Zé povinho". Durma com um barulho desses!

Essas normas mudam de acordo com o movimento social, embora muitas dessas normas continuem vigorando desde tempos imemoriais.

Palitar os dentes à mesa é considerado brega e deselegante e realmente é, mas o que fazer com aquele pedacinho de carne que ficou entre os dentes e incomoda terrivelmente?

Bem, isso vai depender muito de onde nos encontramos. Em um restaurante fino o bom senso indica que é preferível ir ao toilete e fazer aquela higiene, mesmo que seja com o palitinho mesmo. Mas, e num restaurante de beira de estrada? Isso vai depender da sua categoria. Palitar os dentes à mesa não é nada agradável, principalmente quando outros ainda continuam comendo. O que o seu bom senso indicaria?

Grito de Alerta

O Blog GLOBBALMUNDI.blogspot.com foi criado para dar voz à minha insatisfação com a situação mundial atual. Também para que eu pudesse escrever minhas idéias e comunicar às pessoas, de um modo geral, a verdadeira situação planetária.


Todas as catástrofes naturais que vêm ocorrendo no mundo, são avisos aos seres humanos sobre as mudanças que devem ocorrer para que possamos ter pelo menos uma possibilidade de sobrevivência. Não é apenas falando que conseguiremos resolver ou ajudar o planeta. É bom que todos passem a deixar seus carros em casa vez ou outra, utilizar mais transportes alternativos tais como: Bicicleta, skate, patíns, caminhadas, revesamentos de caronas, transportes coletivos, metrô e o que mais for possível para que possamos realmente contribuir para uma mudança global.

Outras atitudes também podem contrubuir bastante , no mínimo para darmos exemplo aos habitantes do hemisfério norte, sobre como é possível contribuir para uma minimização dos impáctos que o homem causa ao planeta. Tudo começa com a redução do consumo, reciclagem de materiais e reaproveitamento daquilo que já foi extraído da terra.

Tenho uma teoria que pode até ser considerada absurda para muitos, mas acredito piamente nela. A Terra é um ser vivo e como tal, possui a seu modo, um sistema qua a mantem viva. Não sabemos como funciona esse sistema e nem para que serve cada elemento que extraímos de seu corpo. Assim como temos fígado, ríns, coração, estômago, etc, a terra também deve ter. O que seria o petróleo no sistema terrestre? O que seria o ferro, o manganês, o ouro, a prata, as pedras preciosas? O que aconteceria conosco se começassemos a extrair pedaços minúsculos de nosso fígado, ríns, etc? Chegaria um dia em que não teríamos mais qualquer um desses órgãos. Poderíamos sobreviver com pedaços de órgãos? Talvez sim, mas não sabemos. A Terra já está pedindo socorro.

O que me deixa mais abismado é a falta de sensibilidade do ser humano em relação à mãe Terra. Sem o planeta não temos a mínima condição de sobrevivência, mesmo assim, as pessoas não conseguem perceber que o planeta está ficando doente. É mais fácil acreditar que o planeta é grande, se recupera fácil ou até mesmo que não é vivo para ter sensações e sofrimento. Aqui vai um alerta, se você acha que seres vivos como plantas e animais poderiam ter surgido de um organismo inanimado ou morto, e mais, que esses seres vivos podem sobreviver desse mesmo ser sem vida, que não sofre, então você precisa urgentemente de ajuda especializada.

Os índios já falavam no espírito do planeta, já conheciam terapias fitoterápicas e princípio ativo de plantas, muito antes de existirem laboratórios e indústrias farmaceuticas, as quais se utilizam desses conhecimentos e os divulgam ao mundo como se fossem descobertas feitas por eles. Todo medicamento tem uma base vegetal, que por si só já faria todo o trabalho. Sob o pretexto de estudos científicos que garantem a real eficácia de medicamentos, vamos cada vez mais perdendo o contato com a sabedoria indígena. Cada dia que passa os índios vão se aculturando e deixando para traz o conhecimento de séculos acumulados por seus ancestráis, até chegar o dia em que ficaremos completamente nas mãos dos capitalistas produtores de medicamentos.

A indústria, de uma forma geral, jamais vai se restruturar para diminuir os ganhos em favor da manutenção do planeta. Enquanto isso, vamos nos tornando mais e mais dependentes de um sistema que já chegou no seu limite.

Essa inversão de valores nada mais é que o controle ideológico de um sistema falido que busca se manter com unhas e dentes no poder. Não existem recursos suficientes para que todos sejam ricos, ainda assim, mantemos um sistema de classes baseado num materialismo histórico que consiste na busca de riquesas, as quais permanecerão nas mãos de poucos sustentados por muitos, como sempre o foi.

Em sociedades como o Brasil, uma pessoa da classe alta, muitas vezes gasta por dia em superfluos, o que uma família de três pessoas de classe média gasta por mês com o básico.

Esse sonho de mobilidade social notoriamente atinge a poucos. Muito raramente alguém enriquece sem a ajuda da mais valia. Na Índia, o sistema de castas mantem os ricos separados dos pobres por meio de ideologias espirituais, mas o objetivo da dominação é material. A distribuição de riquezas atinge diretamente o bolso daqueles que já são ricos há séculos e pretendem se manter assim.

Até o final da década de 1960 a população mundial não chegava a 4 bilhões de pessoas. Hoje, 5 décadas depois, somos aproximadamente 10 bilhões. Com certeza isso contribuíu bastante para uma maior destruição do planeta. Mais extração, mais bocas para alimentar, pessoas para vestir, transportar, divertir, educar, habitar, além de muitos outros ítens que não cabem aqui enumerar.

A partir da industrialização, a humanidade passou a ter um comportamento muito mais destrutivo, o qual jamais havia tido antes. O acumulo de lixo não aproveitável, a emissão de gases, a velocidade da extração em função da rapidez no processamento, foram cruciais para a aceleração dos efeitos climáticos que hoje assolam o mundo. O planeta não se refaz com a mesma velocidade em que é consumido, causando o rompimento de uma lei básica da economia, a lei da oferta e da procura. Porém, a terra já demonstrou que não é infinita, o petróleo tem dia e hora certos para acabar. Embora ainda existam fontes inexploradas de petróleo como o pré sal, foram milhões de anos até que pudessemos utilizar essa fonte de energia e serão mais milhões ou bilhões de anos até que consigamos novamente.

O que fazemos com uma criança que pede leite e não temos dinheiro para comprar? Podemos pedir, contar com a solidariedade humana, etc. Agora, o que fazer com essa mesma criança se não tivermos o leite para oferecer? A atitude individual é a única forma de revertermos a destruição planetária em tempo hábil para impedir que uma catástrofe de maiores proporções atinja a Terra.

Pensamos sempre em algo nos atingindo de fora, um inimigo externo na forma de cometa, asteróide, o próprio sol. Mas o que está mesmo nos atingindo é essa fome de riquezas materiais e poder sobre os outros. Pode até ser que exista uma ameaça externa real, nesse caso, morreremos à mingua, pois se não conseguimos combater nem os excessos individuais através de uma mudança comportamental, como poderemos sobreviver a um inimigo que sequer sabemos quem é?

Vamos combater a idéia de que sozinhos não conseguiremos nada. Podemos estabelecer o pensamento de que mesmo que eu não consiga resolver o problema sozinho, pelo menos a minha parte eu estarei fazendo.

Eliomar Lopes Santarem

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A quem recorrer?

A quem recorrer quando temos problemas relativos ao governo?

Em minhas primeiras experiências com o pagamento do ISS - Imposto Sobre Serviços, deparei-me com algo que no mínimo seria punido pelo PROCON, caso fosse praticado por uma empresa privada.
Quando a data de vencimento do pagamento de qualquer conta se dá no final de semana, o banco é obrigado a aceitar o boleto no primeiro dia útil subsequente ao final de semana. Mas isso não acontece com documentos do governo.

Caso a mesma situação aconteça, o contribuinte é obrigado a pagar antecipadamente, tendo ou não tendo dinheiro ou deverá se dirigir à Secretaria de Fazenda para imprimir novo documento, desta vez com juros, pois os bancos não aceitam o documento como válido
.
Procurei informações sobre o caso na própria secretaria, não existe. Tentei me informar melhor sobre a situação, não há o que fazer a não ser obedecer o que não tem regras nem informativos, sob pena de ser enquadrado como desrespeito ao funcionário público. Foi o que aconteceu quando solicitei da funcionária que emitisse outro documento sem juros, já que não havia nada que me obrigasse a pagar o documento com juros.

Ao insistir sobre meus direitos a funcionária começou a se irritar e querer me agredir moralmente, dizendo que eu estava brigando por uma ninharia. Coloquei-a no seu devido lugar, informei-a que ela estava alí para me servir e como servidora pública ela deveria atender às minhas solicitações de contribuinte sem questionar, caso ela não pudesse, deveria me encaminhar para a pessoa responsável e não tentar me fazer sentir um idióta por estar querendo ser respeitado pelo governo, afinal de contas, é o meu dinheiro que paga o salário dela.

Ela tentou me enquadrar naquele aviso que vimos em todas as repartições públicas sobre desrespeito ao servidor. Novamente coloquei-a em seu lugar, perguntei em que eu a teria desrespeitado, ela disse que eu estava me excedendo em exigir, eu disse a ela que um dos maiores problemas que o país enfrenta é a falta de informação da população e a consequente inércia na exigência de seus direitos. Pior que isso era o desrespeito que somos obrigados a aturar, de certos funcionários públicos, que invertem as posições e acham que não estão ali para servir.Tive que ir embora sem resolver o problema, pagando multa e juros indevidos e sem apoio de qualquer instância superior a qual eu pudesse recorrer.

Hoje pago antecipadamente meus boletos quando se dão nos finais de semana. É assim na Fazenda, na Saúde, na Educação e onde quer que o governo seja o fornecedor do serviço. A  mídia até denuncia mas não atua. Sinto pena daquelas pessoas desinformadas que nem sabem que têm direitos, que esses direitos estão sendo desrespeitados e elas poderiam exigir que os serviços lhes fossem prestados.
A quem recorrer?

Anand Viboddha

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Que país é este?



"Nas favelas, no Senado, sujeira pra todo lado..."
Renato Russo - Legião Urbana.

É incrível! Mesmo depois de tantos anos de publicada, esta música continua atualíssima.
Os casos de corrupção no Brasil já se tornaram tão corriqueiros, que mesmo imagens tão contundentes  de governantes guardando dinheiro sujo dentro das meias e cuecas, têm o mesmo efeito de um filme de ficção.
Como tudo acaba em "pizza" e o dinheiro público não pode ser contabilizado individualmente, as ações públicas contra esse estado de coisas acabam sendo mínimas ou nulas e, pior, esquecidas no bojo da História.
O escândalo da Câmara Legislativa do DF já deveria ter virado caso de intervenção federal, mas como a pizzaria funciona dentro da casa do povo, fica difícil prender os pizzaiôlos. Com  a violência da PMDF, a população fica impedida de entrar e ainda é reprimida na porta de sua própria casa ao tentar se manifestar contra o estado de pizza.
 Desde os primeiros casos de corrupção com Benício Tavares, Carlos Adão Xavier, Pedro Passos, etc, tudo vem acabando em pizza. Chamado de a pizza de panetone, o mensalão do DEM de Brasília também vai passar despercebido e, o conformismo geral do cidadão brasiliense acaba sendo o molho apetitoso com o qual os políticos se lambuzam publicamente. A própria expressão " Terminar em pizza" já indica um conformísmo institucionalizado.
Se não nos manifestarmos contra essa inércia do poder público em moralizar o legislativo, chegará o dia em que será melhor rasgar o título de eleitor e reunir a galera para encher a cara na véspera do feriado eleitoral, já estamos quase lá. O pior de tudo é que os eleitores do Arruda acreditam mesmo no choro do político, pois o elegeram novamente mesmo após seu ato abominável de burlar o painel de votações do Congresso Nacional, tudo por causa de um choro.  Agora ele chora novamente, só que desta vez, numa mudança estratégica, ele diz que perdoa quem o "caluniou". Pelo visto surtiu efeito, pelo menos para aquele grupo pró Arruda que alugou até trio elétrico e foi para a frente da Câmara. Quem pagou pelo trio? Quanto será que cada um ganhou? Talvez os panetones até o final da década.
Devemos exigir intervenção federal ou o fechamento daquela Câmara Legislativa, em seu lugar vamos criar uma escola, centro de orientação política ou algo que moralize a representação pública do DF. Do jeito que está não pode continuar.
Anand Viboddha

domingo, 31 de janeiro de 2010

A natureza manda sinais

Terremotos na América Central, Europa, Asia e Oriente. Chuvas anormais no sudeste do Brasil, nevascas no hemisfério Norte, deslizamentos de terra, tsunames, furacões, tornados, raios, enchentes e outras alterações climáticas no mundo vêm crescendo desde o início da década de 1990.  Mas o que mais chama a atenção é o fato de que até o ano de 2008, os terremotos anuais eram em muito menor quantidade do que o foram no ano de 2009, que bateu recordes de ocorrências no mundo inteiro.
Entramos 2010 vivenciando o episódio de Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro. As condições ecológicas de Ilha Grande estavam, aparentemente, dentro dos parâmetros aceitáveis de preservação ambiental. Porém, o deslizamento do morro, a destruição das pousadas e consequentes mortes de vários de seus hospedes, mostraram que não sabemos  realmente quais os padrões de preservação ambiental aceitos pela própria natureza.
O terremoto enfrentado pelo Haiti que levou à devastação de uma cidade inteira de pobres e miseráveis, deveria trazer à tona uma nova visão da realidade humana. Tudo o que se consome no mundo vem do planeta, da exploração do solo e do subsolo, nada se cria sem que haja uma prospecção ou o cultivo do solo. Portanto, vamos gastar menos, distribuir renda e olhar para os desamparados.
A diminuição do consumo, novas formas de produção de bens, reciclagem daquilo que já foi extraído,  reaproveitamento de produtos que ainda podem ser utilizados, além de uma série de outras medidas que auxiliariam bastante no combate à desestruturação do planeta, ainda são muito tímidas. Não podemos levar em consideração apenas aquilo que chega aos nossos ouvidos sobre o que as autoridades estão fazendo, devemos observar o que estamos efetivamente fazendo como indivíduos para contribuir.
Autoridades acreditam que até 2050 deveremos ter reduzido as emissões de gazes na atmosfera a percentuais considerados aceitáveis para a sobrevivência humana e do planeta. Entretanto, será que teremos esse tempo todo?
Os que mais contribuem para a catástrofe planetária são os que menos fazem e menos querem fazer para que haja um retrocesso da destruição. O hemisfério norte abriga quase noventa por cento da população mundial, ao mesmo tempo concentra os países mais ricos e consumistas do planeta. A crise econômica que os atingiu no final de 2008 e dura até hoje, deveria ter sido vista como um aviso de reduçao de consumo, mas o que se vê é uma busca pela retomada do crescimento e manutenção das riquezas.
 O maior aviso já foi dado, nossa maior riqueza é o planeta e sua diversidade, não adianta produzirmos milhões de automóveis se não teremos combustível suficiente para todos e mesmo que tivéssemos, como lidaremos com o fato de que este combustível deve ser extinto ou reformulado?
Todos os sinais estão bem claros para todo ser humano ver e se sensibilizar, mas sinceramente, não creio que o ser humano de hoje consiga privilegiar a natureza em detrimento do poder econômico. Não é nada agradável ouvir as discussões acaloradas sobre aquecimento global por todos os lados e ao mesmo tempo essas mesmas pessoas não conseguem pegar um ônibus, se transportar de bicicleta ou a pé, diminuir o consumo pelo menos daquilo que não é tão necessário em favor da natureza.
O Brasil e os brasileiros se consideram, de uma forma velada, à parte dos fenômenos climáticos que estão ocorrendo no mundo, mas ao mesmo tempo São Paulo passa, desde o início do ano, por enchentes catastroficas, a incidência de raios no Brasil aumentou consideravelmente nos últimos dois anos, temperaturas aumentam a cada ano desde o início do sec XXI, tivemos nossos primeiros regístros de furacões e tornados no sul do país, seca no sul e enchentes no nordeste deveriam no mínimo causar discussões. É simples pensar que todos esses fenômenos são naturais e uma hora ou outra tudo irá passar como sempre passou, mas aconselho a todos que busquem por informações estatísticas e históricas sobre todos esses fenômenos, daí verão que a situação é muito mais grave do que gostaríamos de supor.
Através do google earth é possível verificar que o Polo Norte praticamente não existe mais, se comparado a não muitos anos atrás, nossas florestas foram todas devastadas por queimadas e extração ilegal, o Polo Sul vem diminuindo a cada ano desde a década de 1950, além da destruição de espécies animais que se ainda não foram extintas já estão em vias de. Muito em breve só ficaremos sabendo da existencia de ursos polares por meio dos livros didáticos ou enciclopédias, o conhecimento de séculos acumulado pelos índios sobre fitoterapia, alimentos da floresta, dentre outros, está se transformando em aculturação e exploração do solo das reservas indígenas na Amazônia pelos americanos, europeus, chineses e japoneses em território brasileiro.
Diante desse cenário que a mim aterroriza, só me resta fazer a minha parte e diminuir meu consumo, reaproveitar materiais, reciclar o que posso, doar o que me excede, economizar energia... 
Anand Viboddha

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Ambição, cobiça ou inveja?

Será que você sabe mesmo o que significa cada uma dessas palavras?
Muitas pessoas dizem que sentem inveja de alguém quando vêem aquela pessoa em situação onde ambicionam estar. Será que este seria o termo correto?

Vamos fazer uma recapitulação de cada uma delas e verificar se elas têm o mesmo significado ou se há diferenças.
Após ter perguntado a dezenas de pessoas de nível superior, formadas em diversar áreas do conhecimento, o que significa ambição, cobiça e inveja,  deparei me com uma má interpretação dessas três palavras e até mesmo com dificuldades em definir o que cada uma quer dizer.
Os erros mais comuns foram confundir a inveja com a cobiça, ou seja, achar que o invejoso quer aquilo que o invejado possui ou é.
Outro erro comum foi definir ambição como ganância, ou seja, achar que ambição tem necessariamente que ser exagerada ou atingir outros.
A grande maioria não soube diferir sobre cobiça e ganância dando às duas palavras a mesma definição.
Ninguém soube definir inveja.
Vamos ver o que tem de diferente em cada uma dessas palavras.
Primeiro o conceito encontrado no dicionário (Mirador) e depois uma análise rápida sobre os conceitos. Não utilize erroneamente quaisquer destes termos.

Ambição: É o desejo de riquezas, poder, honra e/ou glória.

Não significa necessáriamente um desejo negativo, qualquer pessoa pode ambicionar uma posição, um título, um objeto material de qualquer valor, independentemente de posição social ou condição financeira, qualquer um pode ambicionar o que quizer sem estar incorrendo em algum "pecado". O que a tornaria pejorativa seria a falta de escrupulos para se conseguir o que se ambiciona, mas aí deixaria de ser ambição para se tornar outra palavra.

Cobiça: Desejo veemente de se conseguir algo, ânsia ou ambição de se conseguir honra ou riquezas.

O significado em si quase nos dá a idéia de ser negativa ou pejorativa ao nos depararmos com a veemencia ou a ânsia em seu conceito. Mas o que dá a tônica da negatividade da palavra é que em ambição não se tem necessariamente que ambicionar o que é do outro, já em cobiça... Não há como se cobiçar o que não seja do outro. Se não ambicionarmos o que é do outro não incorremos em cobiça não é mesmo? Portanto, a palavra cobiça é necessariamente negativa, pois afeta outra pessoa negativamente em sua concretização.

Inveja: Desgosto, ódio ou pesar por prosperidade ou alegria de outrem.

Esse é o verdadeiro mau, pois dorme não nas possibilidades da própria pessoa que a sente, e sim, no repudio por aquilo que o outro é ou tem. É a insatisfação com o crescimento do outro, independentemente do invejoso ter ou não o objeto invejado, o que é pior.
Para o invejoso não importa se ele próprio é rico, ele não quer que outros ou um outro em especial também o seja. Não importa se ele possui ou não, o importante é que outros não possuam.

Numa análise mais detida sobre as três palavras, percebi que o que faz mais mal não é o sentimento em si, não é fácil fugir de sentimentos negativos, mas é importante percebê-los e principalmente combatê-los. O que faz mal mesmo são as ações de cada um ao se deparar com tais sentimentos.
Ao sentirmos ambição podemos trabalhar para conseguirmos o que ambicionamos sem termos que recorrer a expediêntes sujos, vencendo pelo próprio esforço, tornando a vida competitiva e saudável, ou podemos ir em frente atropelando a tudo e a todos para conseguirmos o que queremos. Isso depende mais da índole de cada pessoa do que do sentimento em si.

Ao sentirmos cobiça podemos olhar para esse sentimento e tentarmos nos livrar dele por meio de um grande esforço pessoal e trabalho, para que não cheguemos a roubar outros e conseguirmos aquilo que o outro possui da pior maneira possível.

Ao sentirmos inveja é bom procurarmos ajuda especializada, psicólogos, psiquiátras ou terapeutas, pois algo muito errado está acontecendo conosco. Podemos orar em qualquer crença para que Deus nos proteja de um sentimento tão perverso e cruel, ou podemos chicotear o corpo com toda força do mundo para sentirmos na pele o que é o mau da inveja. Cada personalidade com sua solução.

Ambicionar é natural num mundo tão consumista como o nosso.
Cobiçar é natural quando vivemos num mundo tão cheio de riquezas e não temos nada.
Invejar não é natural nem quando temos nem quando não temos poder, honra ou glória.
Invejar diz repeito à destruição da vida do outro e não à construção de uma vida melhor para todos.

Vamos evitar o uso da palavra inveja, pois desejar que o outro não consiga só pode vir de uma pessoa doente de alma e espírito. Em seu lugar poderemos utilizar a expressão " Que ambição!!"

Anand Viboddha

Um Mundo Global

As experiências com o terremoto do Haiti nos dizem que devemos considerar todo e qualquer país como um estado dentro de nosso território. As dificuldades enfrentadas pelos haitianos não são diferentes das dificuldades enfrentadas pelos moradores de São Paulo que foram atingidos por enchentes, ou moradores do sul do país que também tiveram que lidar com a reconstrução de suas casas, ruas, cidades. A grande diferença é que no Haiti não há recursos do Estado suficientes para uma catástrofe de tamanhas proporções. Com a ajuda global os haitianos estão recebendo ajuda de diversos organismos internacionais e assim contam com maiores possibilidades de êxito na reconstrução de um país mais justo e melhor. Que esse movimento global nunca deixe de existir.
Eliomar Santarem