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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Discriminação ou preconceito?

Quando estamos discriminando e quando estamos preconceituando?



Fazem parte da vida moderna, leis contra discriminação e contra o preconceito, mas não se tem uma política pública de educação sobre o que é uma coisa e o que é outra, e pior, não sabemos que determinados termos não são nem uma coisa nem outra.

Vamos pensar um pouco sobre os dois termos e raciocinar a respeito de muitas coisas que utilizamos e que não se enquadram nem num nem noutro.

Preconceito:
Como o próprio termo já diz é um conceito prévio de alguma coisa.

O que seria esse conceito prévio?
Como régra, seria ter uma idéia pré concebida a respeito de algum tema que não conhecemos verdadeiramente. Seria como se falássemos sobre caviar sem conhecermos e ao mesmo tempo já termos uma idéia formada a respeito daquilo. É onde a maioria das pessoas cometem o erro.

Sem saber o que é caviar uma pessoa  diz que não gosta ou que é feio, até mesmo que tem admiração ou respeito pelo caviar, já que é tão falado pelos mais abastados e tem conotação de requinte e sofisticação. Mas o problema persiste. Enquanto não se conhecer o caviar não se pode ter um conceito a respeito da coisa.

A partir do momento em que se experimenta o caviar e sabe-se que são ovas de peixes raros submetidas a um tratamento especial para que seja consumido como uma iguaria inigualável, pode-se ter um conceito de bom ou ruim. Não é necessário que se experimente o caviar para que se saiba o que é, mas para se ter um conceito sobre o assunto sim. Sem experimentar, ninguém pode dizerr se é bom ou ruim e isso é o conceito.

Para que se tenha um conceito sobre qualquer tema a experiência com aquilo deve existir, seja ela objetiva ou subjetiva, depende do tema. Existem temas que não precisamos experimentar para termos uma idéia sobre o assunto. Feio ou bonito não necessariamente temos que experimentar, mas temos que ver. Ainda assim, são coisas muito subjetivas e aquilo que é feio aos olhos de um pode ser bonito aos olhos de outro.

Jamais podemos dizer que alguém ou alguma coisa é bonita sem que tenhamos tido a oportunidade de ver, nem que seja por fotografia. Incorremos em preconceito quando falamos de algo por meio dos olhos e conceitos de outras pessoas.

Por mais confiável que alguém seja, nunca devemos tomar os conceitos dela como nossos, pelo fato de que mesmo coisas concretas podem ter conceitos subjetivos. Tem quem goste de caviar e tem quem odeie.

Devemos ter nossas próprias experiências para que possamos, verdadeiramente, ter nossos próprios conceitos sobre tudo aquilo que conhecemos. Se não conhecemos não temos conceitos, não é vergonha para ninguém não conhecer algo. Isso significa apenas que nossos interesses ainda não passaram por aquele tema.

É possível que em nosso universo de conhecimento, tenhamos informações que uma pessoa que já comeu caviar não saiba. Mas seria uma vergonha absoluta falar sobre o que não se conhece. Portanto, se nunca tivemos contato com alguém ou alguma coisa, não temos o direito de ter conceitos sobre aquele ou aquilo, sob pena de incorrermos em erro grave.

Discriminação:
No dicionário encontraremos diversas classificações para esse termo. Mas o que  nos interessa aqui diz respeito à forma de tratamento, que seria: Tratar de modo preferencial, geralmente com prejuízo para uma das partes. Nesse caso, discriminar incorre exatamente na discussão citado acima e é crime.

De acordo com a explicação, incorremos em discriminação quando tratamos alguém ou algo de forma injusta, desconsiderando os atributos ou as características fundamentais pertinentes àquela pessoa ou aquilo. Em termos práticos, estamos discriminando quando fazemos nossas escolhas baseadas em aspectos que não estão ligados ao objetivo da opção.

A escolhermos alguém para determinada função devemos observar os atributos necessários pertinentes àquela função. Se vamos escolher uma secretária para nossa empresa, temos que observar a organização, redação, formação intelectual e não a cor dos olhos, cabelos, pele, orientação sexual ou algo que não tenha correlação com a atividade em si.

Se a pessoa mais qualificada é de uma religião que não comungamos, de uma orientação sexual que não a nossa, de cor de pele pouco aceita socialmente e não optamos por ela em razão desses fatores, estaremos incorrendo em discriminação.

Discriminação e preconceito são termos totalmente distintos, mas que estão intimamente ligados em questões sociais. Mas podemos ser preconceituosos sem discriminar e podemos ser discriminatórios sem preconceito e podemos ser os dois ao mesmo tempo, mas um não é igual ao outro.

Sob a luz dessa distinção podemos dizer que uma pessoa discriminuou sem preconceito quando escolheu a secretária menos qualificada  porque teve maior empatia por ela, nada impede. Ao mesmo tempo uma pessoa preconceituou sem discriminar quando não escolheu ninguém, mesmo tendo dentre as candidatas, pessoas capacitadas para assumir o cargo, mas que não se enquadravam no aspecto físico ou social "desejado" pelo contratante.

É um tema muito delicado e sutil, além de bastante pelêmico e subjetivo. Demanda bastante atenção e discernimento. As leis surgem, nesse caso, para proteção das minorias, mas nem sempre são bem interpretadas, interiorizadas e aceitas.

A melhor forma de se lidar com esse tema é se colocar no lugar do outro. Como nos sentiríamos no lugar daquela pessoa que estamos discriminando ou preconceituando? 

Embora não seja tão simples assim, buscar entender o outro em sua totalidade é uma necessidade social cada vez mais premente para uma boa convivência e entendimento entre as pessoas. Não somos obrigados a conhecer tudo ou experimentar de tudo, muito menos a gostar de tudo. Mas somos obrigados a respeitar e aceitar a todos se queremos também ser respeitados e aceitos em nossas diferenças e características próprias.

Num país como o Brasil, onde a base da economia foi construída pela mão-de-obra escrava por mais de trezentos anos, ser negro deveria ser considerado uma honra e chamar alguém de negro deveria ser considerado um elogio.

Ao invés disso transforma-se a palavra negro ou negra em algo pejorativo por si só. Hoje, chamar uma pessoa de negra é algo negativo e sujeito a prisão e multa, mas negra é uma raça e jamais deveria ser associada a algo ruim ou negativo. É essa associação que mantem a discriminação e o preconceito. O que vem depois da palavre negro ou negra é que deveria ser considerado ofensivo, no caso de ofensa.

Nem o tom com que se fala algo deveria ser interpretado como negativo a menos que o fosse. Ninguém que fala: " Seu branco" em tom negativo, será preso e nem essa pessoa branca se ofenderá com tal chamativo, pois branco não está associado a nada ruim ou negativo.

Da mesma forma deveriamos lutar contra essa associação do negro à coisa ruim ou negativa. Essa é a base real e subliminar que está embutida no preconceito e discriminação do negro na sociedade brasileira.

Se ao contrário disso associarmos ao negro, dignidade, resignação, pacificidade, força, beleza e tantos outros adjetivos pertinentes a essa raça, teremos uma mudança estrutural bastante significativa em relação à vida dos negros na sociedade que basicamente foi construída por eles.

O preconceito e discriminação surgem da ignorância, ou seja, da falta de conhecimento sobre qualquer tema. No momento em que se entra em contato, desaparecem os conceitos pré estabelecidos e os tratamentos injustos passam a ser reconhecidos como inadequados.

A idéia de África no Brasil é completamente distorcida pela falta de conhecimento sobre o que é e o que foi aquele continente. Somente em 2008 é que se foi tomar providências, incluído-se o estudo da cultura africana nas grades curriculares escolares. Num país onde a maioria da população é negra ou mistiça, tal providência chega com um atraso de pelo menos cem anos. Mas nunca é tarde para se corrigir um erro.

De forma utópico, o ideal seria que houvesse no Brasil uma identidade única que considerasse hábitos e costumes brasileiros. Mas nossa formação geral veio de uma visão eurocentrísta que ainda persiste.

Enquanto não percebermos que temos nosso próprio umbigo, continuaremos usando ternos e gravatas de baixo de um sol escaldante e permaneceremos sob o jugo de países que nos mantêm presos à conceitos estabelecidos por eles de subdesenvolvidos e emergentes.

Já vimos que quando utilizamos nossos próprios métodos vamos muito melhor obrigado. A crise internacional que o diga. Mas muito ainda falta para que o Brasil tome consciência de si e se torne o país que sempre foi: Alegre, descontraido e sem preconceitos.

Eliomar Lopes Santarem
Swammy Anand Vibodha


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