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Brasília, Distrito Federal, Brazil
Cientista Social e Político, professor de idiomas, Forex Trader, corretor imobiliário, Inglês: tradutor interprete, tradutor de textos. Mantenho meu amor pela ciência através deste blog. Ser honesto não é uma virtude e sim uma obrigação que mantém coerência. Vejo o mundo como um lugar de abundância infinita para todos, onde cada ser tem o direito dado por Deus de coexistir pacificamente. Minha máxima é: " Toda estória tem dois lados e cada lado está correto". Almejo cada vez mais consciência ecológica, pois sei que o Planeta é um ser vivo e mantém toda a vida que não foi criada por nós.

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Mundo espiritual

O que é espiritualidade?

Antes de falar sobre este assunto, devo esclarecer que não sou uma sumidade espiritual, nem pretendo ser.

Embora tenha trilhado um caminho religioso bastante amplo e que poucos tiveram a possibilidade  de conseguir, desejo apenas compartilhar meus pensamentos sobre esse assunto.

Segue então um breve relato dessa trajetória.

Minha busca espiritual começou aos sete anos de idade, quando decidi que não deveria aceitar qualquer religião que fosse imposta a mim.

 Passei a me interessar pelas religiões africanas e buscar conhecimento específico sobre os Orixás da Umbanda, do Candomblé, da Quimbanda, em terreiros variados. Fui aos centros de Alan Kardec, centros de mesa,Chiico Xavier e suas psicografias. Começei a ler sobre Astrologia, magia e exomatose (a faculdade de libertar o espírito do corpo conscientemente).

  Dos tarôs de Marsseile, Egipcio e do Osho até a física quantica tive a oportunidade de conhecer bem de perto. Frequentei o Budismo, o Budismo Tibetano, a Seixo Noiê, a Messiânica. Conheci de Doriel de Oliveira com sua unção de azeite de oliva na testa, até as mais tradicionais:  Assembléia de Deus, Adventista, Batista, Batista Renovada, Presbiteriana, Testemunha de Jeová dentre outras evangélicas protestantes.

Após alguns anos observando e frequentando esse mundo religioso, em busca de algo que me completasse, tive a grande graça de conhecer a meditação e o Reiki. Pude viajar para a Índia, me internar num Ashram maravilhoso em Puna para tratamento físico e espiritual. Fui ao Tibet e Butão, onde tive a oportunidade de conhecer verdadeiras sumidades do mundo espiritual oriental.

Além de me tornar um mestre em Reiki, tive condições de fazer diversas terapias de auto conhecimento e aprofundamento interior.

Nessas andanças, fui agregando um pouco de cada religião, um pouco de cada filosofia de vida e um pouco do bom que cada uma me proporcionou. Hoje sou completamente ecumênico, todas as religiões têm muito de bom para dar a qualquer pessoa, basta estar aberto para o crescimento e disposto a se entregar ao caminho que mais lhe agradar.


                                                                          Espiritualidade

Para muitas pessoas, essa palavra tem uma infinidade de significados. Desde comunhão com Deus até a evolução humana, passando por aprimoramento social e mesmo a condição econômica como um indicativo de evolução.

Cada indivíduo adquire ao longo de sua existência, códigos muito próprios a respeito desse tema, muitos de uma forma ou de outra, tentam impingi-los aos demais como se fossem universais e únicos.

É bom lembrar que existe a experiência individual, a qual transforma os seres ao longo da vida. Sendo relevante apenas para aqueles que a vivem, não tendo assim, significado algum para aqueles que não “sofreram” as conseqüências de seus próprios atos. Sejam eles considerados “bons” ou “ maus”.

Se alguém é caridoso, pode ser considerado bom aos olhos de muitos. Mas se essa caridade apenas mascarar um interesse escuso, poderá ter o mesmo valor aos olhos da espiritualidade?

Uma pessoa que decide ajudar um jovem sem condições a continuar seus estudos pode ser vista como bondosa e caridosa?

Num primeiro momento a atitude é bastante louvável e merecedora de todos os créditos espirituais que possam advir de uma atitude tão desprendida. Mas o que verdadeiramente move essa caridade?

Se ao longo do período em questão, o financiador começa a revelar interesses maiores pela jovem? E esta, mesmo relutantemente, acaba por aceitar tais investidas com medo de perder as garantias da continuidade de seus estudos?

Será que isso poderia ser considerado caridade?

Digamos que um interesse desses não seja físico, o financiador quer apenas que Deus lhe dê um bom lugar no céu. Ainda assim, poderíamos considerar tal atitude como um ato de caridade?

Não queremos julgar ninguém, quem somos nós, vamos deixar que o próprio Deus se encarregue disso. Porém, temos que refletir sobre as atitudes das pessoas e o que está por trás dos atos.

A espiritualidade, muitas vezes, é dissociada da vida prática em razão de ser algo virtual para os seres humanos. O espírito habita o corpo em forma desconhecida, dando a falsa impressão de que não está lá. Também se alimenta de experiências não físicas mas advindas da matéria.

Muitos desconhecem que espiritualidade também diz respeito às relações humanas e tudo o que esse tema trata, permeia a convivência entre pessoas e seus reflexos positivos ou negativos.


Vistos como bom e mau numa visão maniqueísta, predominante na maioria das religiões das sociendades ocidentais, o espírito perde a amplitude que lhe cabe.

Para uma grande parte das religiões orientais, bem e mau não existem, pois muito do que é considerado antagônico no ocidente, no oriente é visto como complementar.

Com tanta contradição entre dogmas, fica difícil ter uma noção verdadeira sobre o que significa espiritualidade. Uma coisa é certa. A espiritualidade não é política. Portanto, faz-se necessário observar quando um(a) religioso(a) está sendo político(a).

Em primeiro lugar, a espiritualidade não está em busca de adeptos por permuta ( se formos bons ganharemos lugar no céu ). Isso não nos lembra compra de votos? Nós estamos em busca da espiritualidade.

Se não fizermos caridade, Deus não nos dará um lugar ao céu. Como se Deus vivesse uma realidade mesquinha que somente ocorre no meio de seres humanos, por conflitos de interesses e limitação de bens e recursos, o que nos trás de volta a questão política e econômica.

Fazemos caridade por que acalma nosso coração ver pessoas se sentindo melhores.

O falso comportamento espiritual de muitos que se dizem espiritualistas, pode ser observado através de uma conduta discriminatória para com os negros, drogados, homossexuais, mendigos e outras minorias de excluídos.

Quando vemos uma pessoa cega indo em direção a um abismo e sabemos que ela cairá, caso não a alertemos, o que fazemos?

Naturalmente tentamos avisar o mais rápido possível sobre o abismo, para que a pessoa não caia. Mas, se mesmo assim a pessoa decide continuar caminhando?

Estamos vendo uma pessoa em situação que não gostaríamos de estar, mas será que temos o direito de impedi-la, forçosamente, a não continuar sua trajetória?

O que fazemos quando vemos uma pessoa em uma situação que consideramos difícil? Nós a julgamos, condenamos, criticamos, excluímos, abominamos e abandonamos, ou tentamos ajudar com o que podemos? E essa ajuda?É imposta como se a pessoa fosse obrigada a recebê-la?

Será que alguém teria o direito de obrigar uma pessoa cega a parar de andar mesmo ela sabendo que cairá no abismo? E que ela continue por vontade própria, se sentindo satisfeita em caminhar para aquilo que consideramos abismo? Será que temos o direito de ridicularizá-la e tentar diminuí-la por que ela quer algo que não faz parte da realidade da maioria?

A experiência própria é a única companheira da espiritualidade. Quando alguém tenta diminuir outra pessoa ou ridicularizá-la, demonstra fraqueza de espírito.Algumas das explicações para a tentativa de diminuição ou ridicularização de outra pessoa é a insegurança e baixa auto estima.

Se nos sentimos bem com nossa condição, porque então tentar diminuir alguém?

O mais natural é que tentemos ajudar alguém que consideramos menos privilegiados que nós. Pensar que é melhor ou pior que alguém já é um desequilíbrio.

Somos seres únicos e portanto não sujeitos a comparações. Quando nos comparamos a alguém, fugimos da beleza de coexistirmos na diversidade.

Algo muito errado pode estar acontecendo com o espírito de uma pessoa que se sente melhor ou pior que outra por motivos econômicos, sociais, profissionais ou familiares.



Certa vez Diógenes, um grande sábio da antiguidade, estava nú, deitado ao sol a se refestelar com a própria vida na beira do mar.

Quando chega Alexandre o Grande e se encanta com a beleza daquele homem tranquilo e em paz. Aproximou-se e disse: O que posso fazer por você pobre homem?
Diógenes disse: Apenas chegue um pouco para a direita, pois você está impedindo o sol de chegar até meu corpo.

Alexandre afastou-se e Diógenes então perguntou: Para onde você vai com tantos homens?
Alexandre respondeu: Vou conquistar o mundo.
Diógenes então completou: E depois o que fará?
Alexandre disse: Depois descansarei.
Diógenes então completou: Estou descansando agora e não precisei conquistar o mundo. Por que você precisa conquistar o mundo para só então descansar?

Após a morte, Diógenes e Alexandre novamente se encontraram e Alexandre disse: Outra vez nos encontramos, o rei e o mendigo, e Diógenes retrucou: Realmente, resta saber quem é o rei e quem é o mendigo.

A comparação tranformou Alexandre em mendigo. Isto nos deixa menores do que realmente somos.
Ao nos compararmos, buscamos parâmetros que nos igualam, mas ninguém é igual. A trajetória de cada espírito é única.

A diversidade pode ser vista tanto na natureza quanto nos seres humanos, nem gêmeos são totalmente idênticos. Comparar faz parte da política humana e não da espiritualidade.
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Houve época em que negros não podiam entrar nas igrejas aqui no Brasil. Isso é espiritualidade ou política? Muita atenção ao observar esses dois aspectos na hora de verificar se alguém está sendo espiritual ou político.

O discurso pode ser espiritual, chamando Deus e as coisas divinas, mas a atitude é política. Dizer que Deus está apenas na sua igreja ou templo é o mesmo que fazer propaganda política para o candidato do seu partido.

Um pedacinho de Deus está dentro de cada um de nós e não há como mudar isso. Não importa a condição financeira, posição social ou religiosa.

Apenas Ele pode nos ver como verdadeiramente somos, onde realmente estamos e para onde certamente vamos. Deus jamais nos abandona, nós é que o abandonamos.

Anand Viboddha.