Você já parou para pensar em como a vida mudou nesses últimos vinte e cinco anos?
Além de todos os avanços tecnológicos, tivemos mudanças sociais incríveis. Nessa nova configuração social, muitas situações que antes seriam consideradas ficção científica, acontecem corriqueiramente e estão incluídas no contexto como se sempre estivessem estado lá.
Ligar para um amigo de dentro de uma aeronave, assistir televisão no ônibus ou metrô, fazer transferências bancárias sem ter que sair de casa, pagar contas, fazer compras, ir ao museu ou simplesmente ver um filme com apenas um cick. Tudo isso é muito recente, mas como já temos gerações de vinte e poucos anos de idade, os quais nasceram integrados a essas tecnologias, essa idéia de novidade perde o sentido para eles.
Para as gerações de mais de trinta e menos de quarenta anos, que chegaram a viver parte da vida sem as novas tecnologias, a integração foi maior e a adequação quase que instantânea. Já para os maiores de quarenta anos essas mudanças sociais são mais difíceis de serem integradas. Claro que existem as pessoas que se adaptam facilmente a quaisquer mudanças, mas existem aquelas que se prendem com unhas e dentes aos preceitos antigos e deles não se desfazem jamais.
As situações que vou descrever agora aconteceram comigo e tenho razões para acreditar que não sou o único, que a frequência com que tais situaçôes acontecem é maior do que imagino e não tenho dúvidas de que o futuro será assim.
Certo dia, um amigo me ligou no celular e me convidou para visitá-lo e colocar a conversa em dia. Eu estava voltando de bicicleta da Asa Sul em Brasília em direção ao Sudoeste. Estava com o lap top na mochila, pois tinha acabado de transferir um filme de férias que fiz no Nordeste, da minha câmera para meu computador na casa de outro amigo.
Seria um bom momento para atualizar o papo e lhe mostrar o filme. Chegando lá, ele me recebeu com uma certa pressa, me ofereceu um refrigerante e me pediu alguns minutos, voltou para o computador e me deixou à vontade assistindo TV.
Alguns minutos se passaram, meia hora se passou, até que o chamei e novamente ele me pediu mais alguns minutos. Uma hora havia se passado e nada do meu amigo vir para que conversássemos. Ao passar de uma hora e meia percebi que não teria a atenção dele, afinal sou de uma geração que isso seria considerado uma tremenda falta de educação.
Me lembrei do lap top que estava na mochila e entrei na internet. Ao conectar percebi que ele estava on line e comecei um papo pelo Orkut. Naquele momento obtive a atenção dele e daí sim pudemos colocar o papo em dia e eu tive a oportunidade de apresentar-lhe o filme que eu havia feito nas férias.
Acredito que o habito de se fazer visitas está prestes a ser eliminado dos hábitos sociais dessa nova geração. A facilidade de comunicação gerada pela internet, integra pessoas de locais, regiões, estados, países e continentes instantaneamente. Se posso falar com vinte ao mesmo tempo, qual o motivo de eu receber dois ou três em minha casa?
Isso pode ainda não estar acontecendo como regra, mas acho que é apenas uma questão de tempo e de sacação. Mas ainda considero isso uma tremenda falta de educação.
Outro fato interessante nesse mesmo tema foi o ocorrido em uma viagem aérea. Eu viajava com dois colegas de trabalho. Ao entrarmos no avião e nos acomodarmos os três lado a lado, um deles, o mais novo, colocou o fone de ouvido e durante quase toda a viagem ficou ouvindo música como se não estivéssemos ali.
Eu e o outro colega somos de gerações mais próximas, dentro dos quarenta anos, ficamos conversando e passamos o tempo. Até que o jovem tirou seus fones e deu chance para um papo. Foi quando o mais velho começou a comentar como se não fosse com ele:
- Pois é! tem coisas que agente não consegue entender. Perguntei o que eram essas coisas. Ele disse: Eu iria viajar num outro dia e num outro horário, mas um amigo meu me implorou que eu marcasse a viagem para o mesmo dia e horário dele para podermos conversar. Mas ao entrarmos no avião ele ficou com o fone de ouvido e nem tivemos chance de bater um papinho sequer.
É claro que o jovem entendeu que era com ele e começou a se justificar. Mas meu amigo é como eu, embora seja de uma geração mais "antiga", busca se adequar e se adaptar a novas situações da vida moderna e, não deu tanta gravidade ao fato. Mas alerto aos desavisados que nem todos os maiores de quarenta anos têm a mesma abordagem da vida que temos eu e esse meu colega de trabalho.
Numa situação dessas que acabei de descrever, muitos podem se tornar inimigo eternos e jamais saberem o verdadeiro motivo do afastamento. Portanto, cuidado quando estiverem se relacionando com pessoas de gerações diferentes da sua, pois o que não tem importância para um pode ser um absurdo para o outro.
Atualmente, essas relações cruzada não acontecem apenas no ambiente de trabalho. Com o advento do divórcio, muitas pessoas com mais de quarenta anos estão solteiras e acabam por se relacionar com pessoas de gerações mais novas. Sejam relações de trabalho, afetivas, de amizade ou mesmo de balada apenas, essas gerações se encontram mais frequentemente hoje em dia.
Vale a pena prestar atenção nas diferenças para que a convivência seja mais harmônica, proveitosa e duradoura. Afinal de contas, todos, independentemente da geração que pertença, têm alguma coisa boa para oferecer ao outro. Aprendi muito sobre as novas tecnologias convivendo com meus amigos e amigas mais jovens, não apenas isso, hoje tenho condições de entender melhor o mundo que me cerca e posso afirmar categoricamente que sou uma pessoa atual e atuante nesse mundo de hoje.
Eliomar Lopes Santarem -
Swammy Anand Viboddha
Estamos caminhando para um mundo cada vez mais globalizado. A natureza tem dado sinais de que o planeta suporta mudanças radicais e que os mais afetados são os que menos percebem sua própria fragilidade.
BEM VINDO
Seja bem vindo ao blog do Viboddha. Este espaço é democrático e de manifestações globais.
welcome to viboddha´s blog. This space is meant to be democratic and of global manifestations.
Postar suas críticas e sujestões sobre os artigos lidos ajuda na melhoria da qualidade. Sua opinião é muito importante.
Posting your criticism and suggestions about the read articles helps improving quality. Your opinion is very important.
Contribua para a melhoria social e vote nas enquetes.
Leia também os ARTIGOS ANTERIORES.
Also read previous articles.
Obrigado.
Thanks
Quem sou eu
- Léo Santarem - Anand Viboddha
- Brasília, Distrito Federal, Brazil
- Cientista Social e Político, professor de idiomas, Forex Trader, corretor imobiliário, Inglês: tradutor interprete, tradutor de textos. Mantenho meu amor pela ciência através deste blog. Ser honesto não é uma virtude e sim uma obrigação que mantém coerência. Vejo o mundo como um lugar de abundância infinita para todos, onde cada ser tem o direito dado por Deus de coexistir pacificamente. Minha máxima é: " Toda estória tem dois lados e cada lado está correto". Almejo cada vez mais consciência ecológica, pois sei que o Planeta é um ser vivo e mantém toda a vida que não foi criada por nós.
ARTIGOS ANTERIORES
Adquira seu imóvel
Invista no mercado imobiliário.
Invest in Real Estate Market.
Pergunte-me como.
Ask me how.
55 61 8180 3737 Tim
55 61 9919 3737 vivo
55 61 8452 9717 Oi
imoveissantarem@gmail.com
www.agilimóveis.blogspot.com


Nenhum comentário:
Postar um comentário